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12 COISAS QUE TODA MÃE SABE, MAS QUE NINGUÉM CONTA.

1 – Você não vai dormir bem, nem muito
Não lembro de encostar a cabeça na cama no meio do dia, de ao menos dormir enquanto Ravi tirava a soneca da tarde. É claro que tinha dias em que me permitia esse “luxo”, mas – veja bem – era luxo mesmo. Porque bebês e crianças pequenas exigem demais da gente, em diferentes esferas. Uns não dormem bem por meses, você indo ou não trabalhar na manhã seguinte. E, não, não dá para compensar o sono da noite nas horas em que você deveria estar adiantando a papinha, colocando bodies e mais bodies para lavar, ligando para o pediatra, etc! Ah, sim, tem criança que chora o dia todo de cólica ou por outras razões, e quando este tipo de filho dorme você aproveita para fazer o que não dá para fazer com ele acordado! Eu passava roupa! Obviamente que se você tem empregada tudo fica mais fácil, mas acho que nem assim você se desliga do que é do seu bebê. Cuidar dele e do universo ao redor dele passa a ser sua “ocupação”, lembra?

2 – Também não vai ter tempo pra você
Ilusão achar que ficar em casa o dia inteiro com o filhote significa ter tempo para você mesma. Salvo pouquíssimas mulheres que conheço, você simplesmente não terá tempo nem para tomar banho sossegada! É uma coisa de louco, uma conta que não fecha. Como pode você ter 24 horas ali e não conseguir nem 20 minutos para si? É, pode. Na minha memória vem a cena do Vitor revessando para o almoço para me conseguir almoçar. O bebê chorava horrores bem nessa hora, já trocado, com a barrigudinha cheia. Era só eu sentar e pronto. Tem também aquele momento do “filho dormindo”. Era só eu ligar o chuveiro e… fazer as unhas que horas senhor se nem as necessidades mais básicas conseguimos fazer?

3 – No fim do dia, vai estar exausta
Não posso mentir, posso? Pois é, às sete da noite (ou antes!), mães em tempo integral só desejam silêncio, luzes apagadas, sofá ou cama.  Mas assumo que as luzes apagadas eram minha tática para relaxar a mente e me reabastecer para o terceiro turno. Prefere luz acesa? Ok, vai estar exausta do mesmo jeito.

 4 – Pode também não ter tirado o pijama
Esse é um dos privilégios e vícios de uma mãe em tempo integral: passar o dia de pijama! Afinal, não tem aquela obrigação de se arrumar para sair e trabalhar! Ainda mais com bebês muito pequenos. Você passa a prezar pelo conforto e praticidade. Para que trocar de roupa num dia caótico de choro, pós noite mal dormida, com mil fraldas para trocar e uma casa zoneada para dar jeito? É feio, eu sei, mas já passei muitos dias de pijama e só troquei ao tomar banho, para colocar outro cheirosinho!
5 – Terá momentos que nada e nem ninguém poderia te oferecer de outra forma

Sabe aquele clichê da mãe que acorda super cansada na madrugada, tropeçando em tudo, mal-humorada, e quando chega no quarto vê aquele sorriso? É, a gente sorri de volta, não tem jeito. Um olhar dengoso, uma mãozinha no nosso cabelo, a boca aberta pra comer a papa, uma ameaça de dar os primeiros passos com você por perto… Tudo isso deixa a gente em êxtase – e nos faz esquecer de todas as noites insones, das refeições não feitas, do cabelo sem hidratar, do salto alto… Cada minuto de doação e cansaço volta em dobro com gratidão, carinho sincero e um abraço, que te dão mais fôlego pra seguir em frente

6 – Vai se sentir realizada – e plena
Mulher moderna vive em busca da tal “realização”, mas me corrijam se eu estiver errada; a gente busca muito mais em termos profissionais! Mesmo quando estamos felizes da vida no campo pessoal (relacionamento e etc), falta alguma coisa quando não temos sucesso na carreira, aquele cargo, aquele salário. O contrário parece mais fácil de digerir, como se fosse mais fácil de alcançar, ou sei lá. Talvez seja coisa de quem queimou o soutien e precise provar tudo o tempo todo. Só que, quando você escolhe a maternidade como um “trabalho” pra chamar de seu… surpresa! Você se realiza!!! Em todos os sentidos. É como um aval do universo te dizendo “querida, você nasceu pra isso”, “está livre de cobranças de chefe”, “o seu patrão é o melhor do mundo e o seu salário ninguém pode pagar! ”, “como conseguiu viver sem esse amor por tantos anos? ”, “deleite-se”. Mas, parênteses: acho que só sentimos isso se a escolha de ficar em casa for nossa, e não uma imposição da vida. A palavra é entrega.

7 – Vai ter vontade de desistir – ou vai repensar pelo menos
Não estranhe. É a mais pura verdade. Por mais que eu tenha escolhido cuidar do Ravi, que eu não conseguisse nem pensar em alguém fazendo isso por mim, tive vontade de desistir. Não aquela de verdade, mas sabe quando a gente se questiona num minuto de desespero? Não eram os outros, nem meu marido. Era eu, e meu cansaço. E acho que toda mãe que fica com a cria 24 por 7, em algum momento se questiona. Está valendo a pena? Será mesmo o melhor para meu filho? E pra mim? Até quando? Como vai ser depois? O engraçado é que eu não tinha a mínima vontade de voltar ao mercado de trabalho, e nem sentia falta da “realização profissional”. Sinceramente, eu estava realizada, e não queria de jeito nenhum largar o pequeno, a casa, aquela vida. Mas em alguns instantes, sim, tinha dúvidas se eu era mesmo capaz de tudo aquilo que estava fazendo… E eu era! Você também.

8 – Sua casa não vai estar sempre linda e arrumada
Pensa numa mulher descabelada. E numa casa zoneada. A-Há! Em resumo, ambas as imagens resumem, juntas, a vida de uma mãe em tempo integral. Pelo menos no início, para as mulheres que não têm muita ajuda além de uma faxina, e principalmente para aquelas que não estavam acostumadas com a vida do lar, é essa a realidade: uma casa desorganizada e cabelos desgrenhados (literalmente e no sentido figurado também). Visitas fora de hora nos deixam louca! Frases mais faladas: “não repare a bagunça” ou “nem tive tempo de ver isso hoje ainda! ”. Mas isso é bom minha gente! Porque é a forma mais eficaz de tudo entrar nos eixos, da maneira como você quer, ao menos um dia. Pode demorar, mas com a mamãe por perto, os brinquedos tendem a ser guardados no lugar certo, as roupas serem lavadas com uma certa rotina, as almofadas a ficarem no sofá, etc. Pela experiência das minhas amigas que trabalham fora, com a mãe longe a casa pode até estar arrumada, mas nunca estará do jeito que ELA gostaria.

9 – A educação da cria estará muito mais nas suas mãos
Não sei se todas as mães que saem pra trabalhar concordam, mas acho que boa parte. Porque ninguém aqui está discutindo quem está certa ou errada, e nem dizendo que mães que vão pra rua não ligam para a educação dos filhos. Muito pelo contrário. Ao conversar com minhas amigas que voltam ao batente logo após a licença-maternidade acabar, percebo que elas ficam incomodadas com o fato de terem que “dividir” com alguém as decisões e regras sobre a educação da criança. Pode ser a avó, a babá, a professora da escola, mas fato é que quando o pequeno passa um período do dia com outro cuidador, você tem menos controle sobre o que ele faz, come, aprende, fala. E controle é algo que muitas mulheres adoram! Já quando somos mães em tempo integral, temos a responsabilidade e o dia a dia só pra gente – pra ensinar, cuidar, mostrar o caminho, estimular. Nós escolhemos como fazer e ninguém, além de nossos companheiros, pode ir contra isso. Muito bom não? Mas pode ser ruim também, afinal somos o espelho o tempo todo.

10 – Você vai se chatear com os comentários alheios – até cansar deles
Não tem jeito; a grama do vizinho é sempre mais verdinha. E a sua será, para palpiteiros de plantão. Vão te perguntar “você não trabalha? ”, “só fica em casa? ”, “não vai voltar para para o emprego? ”, “como estão as férias prolongadas?”. Hein? Pra começo de conversa, você trabalha. Sem entrar muito no mérito da questão, o trabalho de mãe pode até não ter remuneração, mas tem um valor incalculável. Só que ninguém lembra disso ao te encontrar por aí. Em resumo, é assim: você escuta, se chateia, escuta, se chateia. Se sente desvalorizada e sem o mínimo de apoio à sua escolha, ainda mais numa época em que a maior parte das mulheres está fazendo o caminho contrário! Pensa, chora, reafirma a escolha pra si mesma, escuta algo desagradável de novo, se chateia de novo, e reafirma a escolha de novo. Até o dia em que vai se cansar dos comentários toscos e dar de ombros. O que importa é você estar bem resolvida e feliz com a sua decisão, e seus filhos serem reflexos disso.

11 – O marido pode não reclamar, mas você vai se sentir culpada por não dar atenção a ele
A menos que você o espere de banho tomado, roupa sexy e jantar na mesa, o maridão vai se sentir de lado. Ou você vai desconfiar que está o deixando pra depois. Invariavelmente, mães em tempo integral têm uma incrível obsessão pela rotina do filho e da casa, e nada (nem o marido) tira esse foco. Portanto, ele pode chegar cansado, querendo conversar e você estar lá dando banho na criança, terminando a sopa, guardando a massinha que estava no chão. E logo vai ter que fazer a cria dormir, e pode ainda engatar num sono profundo junto. Ou vai o papai, e você fica na TV, no telefone, num livro ou em qualquer coisa que te distraia um pouco e te dê a sensação de estar tendo o “seu momento”. Nada muito diferente se você estivesse chegando do trabalho, exausta, e tivesse que tomar banho, jantar e dar atenção para a criança. Só que desconfio que saindo de casa a gente fique menos “neurótica” com a rotina da casa e do filho, e abra mão de muitas coisas pra estar com ele e com o pai dele – respectivamente. Estando em casa, há de se policiar pra não virar uma chata – e seu marido não reclamar, com razão.

12 – Você vai reclamar, mas vai ser muito feliz!!!
Reclamações fazem parte da vida de qualquer mãe, imagine aquela que “só” cuida do filho, todos os dias, o tempo todo? É como colocar uma lente de aumento, tudo toma maiores proporções. O filho não comeu tudo? A roupinha nova manchou? A caixa de brinquedos espatifou no chão depois que você guardou tudo? Detalhes nos estressam. Em contrapartida, baby, somos felizes com pouco! Ver o filhote sendo educado com os outros, ou demonstrando que está aprendendo muita coisa sem nem ter ido à escola nos deixa radiantes! Seis colheradas de sopa idem! E quem disse que uma noite sem vazar xixi no colchão não é capaz de te rejuvenescer? Experimente então presenciar o bebê ficando de pé no berço pela primeira vez. Faça vídeos para a hora que seu marido chega, e constate “o bom trabalho” que você anda fazendo. Ou apenas observe a si mesma numa tarde qualquer, levando o filho pra dar uma volta de carrinho. Ah, se “os outros” soubessem quanto trabalho temos, quanto reclamamos e como somos felizes por isso!!!


Espero que tenham gostado
até o proximo post
bjuss
Sil mae do Ravi



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