Teve algumas vezes que me questionaram dizendo que é um saco quando as crianças fazem "birra".
Será que você sabe a origem da "birra"?
A origem da birra está ligada à imaturidade neurológica e emocional da criança, por isso é tão comum. Costuma surgir a partir dos 6 meses e pode durar até os 6 anos. Antes que você diga, porém, que é provocação do seu filho, saiba que a culpa não é dele. “O controle das emoções está relacionado ao lóbulo frontal do cérebro, que se desenvolve à medida que ele cresce”, diz o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. Mas, como os pequenos ainda não têm condições, tanto físicas quanto psicológicas, para demonstrar suas necessidades, insatisfações ou frustrações, reagem com todo o corpo – até porque nem sabem falar direito ainda. “Eles começam a perceber que têm vontades próprias e estão mais atentos ao mundo à sua volta. Ainda não possuem, entretanto, condições de lidar com tudo isso de forma equilibrada. Então, para colocar para fora aquilo que não sabem nomear, se jogam, esperneiam, gritam…”, completa a neuropsicóloga Deborah Moss, mestre em psicologia pela Universidade de São Paulo. O resultado, para desespero dos pais, talvez seja uma temida crise em público. Mas que pode, sim, ter um final feliz quando os adultos optam por resolver o problema com carinho.
Depois de ter pesquisado sobre esse assunto eu comecei a trabalhar uma estratégia com o Ravi meu filho de 2 anos e 7 meses que consiste em 3 etapas basicamente:
1. Prevenção
Isso mesmo! Os pais devem avisar a criança do que vai acontecer para que ela possa se “preparar”, especialmente em situações que antecedem algo que ela não gosta ou não quer fazer. Eu costumo usar a hora. O seu filho chora toda vez que você anuncia que é hora de voltar para casa durante uma festa? Então, quando o horário estiver se aproximando, deixe claro que vocês vão partir dali a cinco ou dez minutos, por exemplo.
Além disso, é preciso se certificar das necessidades do seu filho, tanto as básicas quanto as mais sutis, como seus sentimentos e desejos. Muitas vezes, a criança dá indícios de que está com algum desconforto antes da explosão. Esses sinais podem variar de uma para outra, claro, mas entre os mais comuns estão: sono, fome, cansaço, aumento da agressividade, mau humor, impaciência e expressão muito intensa de suas vontades. Ou seja, não adianta levar o pequeno para passear bem na hora da soneca que é choro na certa! Com o tempo, vai ficar mais fácil identificar esses “gatilhos”.
2. Combinados
Caso a birra aconteça mesmo que o dia a dia da casa seja bem planejado, a segunda etapa é a negociação. Se o seu filho deu um “piti” na hora de sentar à mesa, o ideal, nessas situações, é baixar à altura da criança, manter o contato visual e fazer um combinado, como: vamos jantar agora e você pode voltar a brincar logo depois. Não significa ceder e, sim, explicar para a criança por que ela não pode fazer aquilo que quer. Não confunda empatia com permissividade, ok?
3. Espaço e apoio
Se o comportamento continuar ou piorar, aconselho que o adulto aguarde a criança se acalmar (e respire fundo). É preciso esperar, dar um espaço para ela, em silêncio. Mostre que está por perto, mas que não dá para conversar dessa forma. Assim, o cérebro dela entende que não teve o que queria – e que aquela “estratégia” não funciona”. Depois, quando ela estiver mais tranquila, é só completar com um “apoio sensorial”, que seria um abraço ou um beijo, para ajudar a criança a se recompor.
Essas são pesquisas e testes que fiz aqui em casa com Ravi, e que tem funcionado bastante.
Vale conferir e depois me conta como foi!!!

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